Blog dedicado a promoção da bicicleta como ferramenta para melhorar a mobilidade urbana.
24 de novembro de 2010
20 de novembro de 2010
Nitéroi: a imobilidade impera!
Síndrome das grandes cidades, o trânsito afeta todas as idades e classes sociais, e influencia diretamente na qualidade de vida: aumenta a poluição ambiental e o número de acidentes.
Uma pesquisa encomendada pelo GLOBO-Niterói à Universidade de Brasília (Unb) com o estudo coordenado pelo pesquisador Valério Medeiros, doutor em Arquitetura e Urbanismo, comprova um sintoma que há muito os niteroienses já tinham se dado conta: a cidade tem péssimas condições de mobilidade. Isso significa que é difícil se deslocar de um ponto a outro na sua malha viária. Prejuízos como maior segregação espacial, devido ao efeito barreira provocado pela crescente necessidade infraestrutura para o transporte motorizado, o custo alto do transporte e aumento excessivo do preço de terra em áreas mais acessíveis são citadas no estudo como consequências da dificuldade de locomoção.
Mas a falta de planejamento na construção das vias urbanas e as características geográficas de Niterói são os principais fatores que a posicionam nos últimos lugares do ranking de mobilidade urbana. Existem cidades que apresentam predominantemente ruas retas — paralelas e perpendiculares entre si — ou ruas curvadas, como é possível perceber em cidades antigas ou coloniais, ou aquelas fortemente influenciadas por um relevo acidentado, como Niterói. Pelo tipo de desenho das ruas, é possível avaliar que cidades apresentam melhores ou piores graus de facilidade de deslocamento — explica o pesquisador Valério Medeiros, que a partir destas características, calculou um índice denominado valor de integração.
Niterói tem piores condições de deslocamento do que o Rio de Janeiro, que está em 43 posição na lista nacional e 159 no ranking mundial. Já Ouro Preto e Florianópolis foram colocadas nas últimas posições, respectivamente em 45 e 46 na relação de cidades brasileiras e 161 e 164, no internacional. O pesquisador ressalta, no entanto, que nem sempre a menor mobilidade acarreta em dificuldade de deslocamento ou pior trânsito. Isso vai depender do poder aquisitivo da população e da frota de veículos existentes.
Fonte: Matéria Publicada pelo Jornal O Globo Niterói em 20.11.2010.
O maior problema para os tomadores de decisão sobre o trânsito é a incapacidade de pensar que mais do que infraestrutura adequada, é imperativo a mudança de comportamento, ainda completamente dependente da "cultura do automóvel".
Para exemplificar o que digo deixo para reflexão um epsódio antigo em desenho do Pateta.
Vale a pena conferir!
10 de outubro de 2010
Plano para o transporte não motorizado no Estado do RJ
O Rio de Janeiro pretende sair na frente dos demais estados e o lançar o primeiro plano de transporte não-motorizado do Brasil. A ideia é criar um modelo de transporte sustentável e garantir a melhora da mobilidade urbana em todo o seu território.
Depois de ser o primeiro estado da federação a utilizar biodiesel na frota de ônibus, o Rio será o primeiro também a ter um Plano Diretor de Transporte Não-motorizado. Através de um convênio firmado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, o Governo do Rio, via Secretaria de Transportes, está elaborando um amplo estudo para dotar as cidades da Região Metropolitana e do interior do estado de uma infraestrutura capaz de garantir uma mobilidade segura e adequada para pedestres e ciclistas.
Na próxima semana, quarta e sexta-feira (13 e 15/10), a Secretaria de Transportes realizará um grande seminário envolvendo 27 prefeituras do Rio, sendo 15 da Região Metropolitana e 12 do interior do estado. Entre os municípios que enviarão representantes da área de urbanismo e transportes estão Niterói, São Gonçalo, Maricá, Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo. O objetivo é que cada prefeitura apresente ao Estado suas demandas, ideias e projetos que melhorem a mobilidade urbana para pedestres e ciclistas.
- A geografia das nossas cidades é um estímulo ao uso da bicicleta. A meta do Governo do Estado é aumentar significativamente a utilização de bicicleta em todas as cidades do Rio de Janeiro. Saber das prefeituras locais quais os equipamentos e instalações são necessários para facilitar o uso das bicicletas é o primeiro passo para efetivar nossa meta – comentou o secretário de Transportes, Sebastião Rodrigues.
Nesta sexta-feira, o secretário nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Luiz Carlos Bueno, esteve na secretaria acertando os últimos detalhes do seminário com o secretário. O Ministério das Cidades é um dos fomentadores da política de incentivo ao uso de bicicletas e implantação de ciclovias e bicicletários em diversas cidades do país, que se dá através do programa Bicicleta Brasil.
- Mais uma vez, o Rio de Janeiro nos surpreende por ser o primeiro estado do país a apresentar oficialmente um plano diretor de transportes não motorizado. Com certeza a conclusão desse trabalho vai servir como modelo para os demais estados brasileiros. O que vemos no Rio é um grande movimento pró-bicicleta, com eventos sensacionais como o Tour do Rio, a Copa Ligth de Ciclismo e os passeios ciclísticos que atraem milhares de pessoas. Esse é um movimento que tem que se espalhar por todo território nacional – disse Luiz Carlos Bueno.
O secretário de Transportes, Sebastião Rodrigues, que na semana que vem abrirá o seminário junto aos prefeitos e secretários de transportes dos municípios envolvidos, aproveitou a reunião com o secretário nacional de mobilidade para solicitar recursos para a instalação de bicicletários em pontos estratégicos da Região Metropolitana, como em terminais rodoviários e estações de trens.
- Recentemente, participei da inauguração de um bicicletário na rodoviária central de Maricá, que era uma antiga reivindicação dos moradores. A receptividade foi enorme e todos os dias o bicicletário fica lotado. Soluções simples como esta fazem muita diferença principalmente nas cidades da Região Metropolitana, onde muita gente vai de bicicleta até a rodoviária, principais pontos de ônibus ou a estação de trem, seguindo de lá para o trabalho – comentou o secretário.
Fonte: Secretaria de Transportes, Diário de Petrópolis (09.10.10)
7 de outubro de 2010
Ponta do Iceberg
Carioca já perde em média 1h30m no trânsito por dia. Calcule o tempo de vida social desperdiçado, por semana, por mês, por ano...

Pesquisa de Percepção 2009 do RCV mostrou que o tempo médio gasto no trajeto casa-trabalho é de 86,4 minutos. A nota dada ao serviço de transporte público foi 6,8. Com este quadro, 12% preferem carro particular, ajudando a engrossar os engarrafamentos.
Este ano, o dia mundial sem carro no Rio esbarrou, mais uma vez, na falta de articulação entre os atores, fragmentando o evento em ações inexpressivas e de pouco impacto para o cotidiano da cidade.
Rio Estado da Bicicleta, Rio Capital da Bicicleta, cadê?! Se alguém aí souber de alguma movimentação, por favor, me conte. Enxergar gentileza e civilidade no trânsito da nossa cidade está difícil.
A mobilidade é primordial para o desenvolvimento econômico, mas é de consenso geral que as tendências atuais não são sustentáveis. A tecnologia e os inúmeros avanços das últimas décadas deverão, sem dúvida, ajudar a resolver algumas das questões ligadas à mobilidade sustentável – as emissões de CO² e o aquecimento global, o forte aumento da demanda energética, a diminuição da poluição local, a segurança rodoviária e o congestionamento no trânsito.
Fonte: Jornal O Globo (29.09.10), Sistema de Indicadores Rio como vamos, Insituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Instituto Akatu
9 de setembro de 2010
O Globo Tijuca - Por um bairro sustentável


Ainda no Grajaú, Renata Lara, coordenadora da Casa Cultural Anitcha, desenvolve o projeto social Bairro Vivo, com o objetivo de transformá-lo em uma região sustentável. Uma das ações do projeto é a feira “Desapegue-se”, que acontece mensalmente na Praça Edmundo Rego (a próxima será neste domingo). Na exposição, há espaço para trocas, estandes de artesanato recicláveis e vegetais orgânicos. — As pessoas querem cada vez consumir mais, sendo que a maior parte do que é consumido acaba descartada muito rapidamente. Isso está acabando com o nosso planeta. É preciso sair desse estado de dormência e é isto que o “Desapegue-se” desperta: a ideia de que é possível ter algo bacana sem usar dinheiro. Trocar uma roupa por um livro, um perfume por uma massagem — diz. Leia a íntegra desta reportagem no Globo-Tijuca desta quinta-feira ou no Globo Digital (somente para assinantes).
Jornal O Globo - Caderno Tijuca - 09/09/2010
3 de setembro de 2010
Proximidade do Dia Mundial sem Carro - 22 de setembro
Então fica o convite à reflexão: qual o clima que você quer para você?!
6 de julho de 2010
Bike x Trânsito - Rio de Janeiro
Parte 1: Grajaú - Tijuca
Parte 2 - Tijuca - São Francisco Xavier
postado por @ruivapedalante
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