30 de junho de 2011

EVENTO: Exposição Bicicleta, histórias e curiosidades



Amigos,

é com muito prazer que convidamos vocês para a EXPOSIÇÃO BICICLETAS, HISTÓRIAS E CURIOSIDADES e, especialmente, para a palestra "MULHERES E SEUS CICLOS".

No próximo domingo, dia 3 de julho, Thais Lima - diretora de Comunicação e Marketing da VELIMOBI - apresenta “Mulheres e Seus Ciclos”. Em um bate-papo descontraído, Thais irá mostrar o que a bicicleta pode fazer pela mulher.

Será uma tarde de troca de experiências, apresentação de personagens femininas que desbravam o mundo em cima da bike e um caldeirão de ideias para promover o uso da bicicleta no Rio de Janeiro.

E você, vai perder essa? Traga sua mulher, namorada, mãe, irmã, amiga e sobrinha!
 A palestra / bate-papo faz parte da exposição “Bicicleta, histórias e curiosidades”, em cartaz de 28 de junho a 4 de julho no Rio de Janeiro.

Entre fotografias, vídeos, palestras e réplicas, o evento conta de forma apaixonada a trajetória da bici desde o século XIX, que continua despertando paixões e conquistando cada vez mais adeptos por onde passa.

Com um acervo de 20 bicicletas e uma extensa programação de palestras e ações educativas, os visitantes irão conhecer a história, as curiosidades e sua evolução ao longo dos anos.

Anota aí: dia 3 de julho, às 15h, no SESC Flamengo (Rua Marquês de Abrantes, 99 - Rio de Janeiro, RJ). 

Entrada franca.

Contamos com a presença de todos vocês lá! Se possível vá de bicicleta, afinal, pedalando o mundo gira... ;-)
 
Existe local seguro para estacionamento das bicicletas!



Abs,

Juliana DeCastro e Equipe VELIMOBI

21 de junho de 2011

"With My Own Two Wheels" - Conheça essa história





O filme With My Own Two Wheels' ilustra perfeitamente como as bicicletas podem servir de elo impulsionador entre desenvolvimento e emponderamento (empowerment) de comunidades. 

A transformação ocorre na vida de 5 pessoas. Essas mini-histórias estão intimamente relacionadas com alguns projetos pilotos do Banco Mundial (realizados nos meados dos anos 90) fornecendo bicicletas para os assentamentos mais empobrecidos para ampliar o perímetro de acessibilidade  demosntrando os benefícios em termos de economia de tempo e oportunidades de geração de reanda.

Como mostrado no filme, as bicicletas são inovadores modais não-motorizados de transporte, muitas vezes esquecidos, que oferecem flexibilidade e asseguram uma mobilidade mais eficaz.

O filme deixa uma mensagem importante: devemos abraçar o potencial mútiplo e sempre inovador da bicicleta quando combina acessibilidade com benefícios da mobilidade segura dentro de uma lógica de transporte ambientalmente sustentável.

Se você curtiu esse post ou conhece histórias semelhantes, compartilhe conosco. 

15 de junho de 2011

Quebra-galho de 20 milhões - Parte III

Ciclovia da Zona Oeste pode ser alvo de CPI

Vereadores querem apurar denúncias sobre execução da obra e contrato com empreiteira

Tramita na Câmara dos Vereadores desde a semana passada um pedido de abertura de CPI, de autoria de Eliomar Coelho (PSOL), para apurar as denúncias relativas à ciclovia da Zona Oeste e investigar a execução da obra. O pedido já foi assinado pelas vereadoras Teresa Bergher e Andréa Gouvêa Vieira (ambas do PSDB).
Ainda faltam 15 assinaturas para a instalação da CPI. Reportagem publicada ontem no GLOBO mostrou que a ciclovia de 21,5 quilômetros teve o projeto alterado depois de licitado: drenagem, pavimentação e iluminação perderam recursos, enquanto orçamentos de transporte de materiais, pintura e consultoria especializada e parques e jardins engordaram. Teresa Bergher vai conversar esta semana com os dois outros vereadores de sua bancada e pedirá que eles assinem o pedido de abertura da CPI. Ela também se reunirá com o líder da bancada do DEM, vereador Tio Carlos, para tentar convencer o partido a se mobilizar pela CPI.

Vereadora pede inspeção a Tribunal de Contas

Líder do PSDB na Câmara, Teresa Bergher enviou há dez dias um requerimento de informações à prefeitura, solicitando o teor do contrato com a empreiteira. Com isso, ela quer saber se todas as exigências contratuais foram cumpridas. No documento, ela indaga ainda se tudo que estava previsto no projeto inicial foi executado pela empresa.

— A prefeitura precisa se explicar. Precisamos entender o que aconteceu com essa obra — afirma a vereadora.

A líder do PSDB também pediu ao Tribunal de Contas do Município uma inspeção na ciclovia da Zona Oeste. O pedido já foi aprovado. Teresa informou que vai marcar com outros vereadores tucanos uma vistoria nas obras ainda durante esta semana.

fonte: Carlos Alberto Teixeira - O Globo

9 de junho de 2011

O poder de transformar o cotidiano

Cidades que apostam nas bicicletas para diminuir o tráfego dos centros urbanos



Amsterdã, Bogotá, Buenos Aires, Copenhagen, Nova York, Paris, Portlan, são alguns dos inúmeros exemplos. Todas com uma meta em comum: reduzir o tráfego de automóveis.

Para isso, resolveram investir em políticas voltadas para as bicicletas como meio de transporte e não apenas como forma de lazer.

Amsterdã – A “cultura da bicicleta faz parte do nosso cotidiano”, afirma a supervisora de estratégias sustentáveis de Amsterdã, Eveline Jonkhoff. Essa frase justifica o grande desenvolvimento logístico feito em torno da bicicleta na cidade de Amsterdã, capital da Holanda.

Atualmente existem 550 mil bicicletas na cidade e 90% das ruas têm uma separação nas vias dedicada a esse veículo, o que aqui conhecemos como ciclofaixa. A política municipal abrange a bicicleta desde a década de 1970 e por isso hoje “a gente tem congestionamento de bicicletas e não de carros”, conta Eveline.

Em uma cidade com tantas bicicletas, um problema enfrentado foi onde estacionar esses meios de transporte. A supervisora explica que a saída foi a construção de estacionamentos subterrâneos e alguns “pequenos prédios, de até três andares.”

O sistema cicloviário possui conexão com os meios de transporte públicos e os semáforos apresentam uma contagem regressiva para que os ciclistas saibam exatamente quanto tempo ainda têm para cruzar uma rua.

Eveline explica que a maior preocupação na cidade é com a segurança dos ciclistas e por isso “é preciso separar pedestres, carros e bicicletas”, rebate quando questionada sobre a possibilidade de se colocar as bicicletas em vias compartilhadas com carros ou ônibus. Além disso, campanhas educacionais são feitas tendo como foco os motoristas e os ciclistas.

A campanha “ligue as luzes, torne-se visível” foi feita para conscientizar as pessoas que andam de bicicleta que por meio das luzes sinalizadoras elas serão vistas por automóveis. A supervisora conta que “estão sendo desenvolvidas rotas escolares” na cidade e para prevenir acidentes campanhas educacionais sobre o tráfego da cidade são feitas nas escolas.

Buenos Aires começa a usar a bicicleta – A cidade de Buenos Aires, capital da Argentina, tem 2,9 milhões de habitantes, 1,2 milhão de carros e iniciou há dois anos o incentivo ao uso da bicicleta como meio de transporte. O importante é “frear a política de automóveis, tanto públicos como privados”, afirma Daniel Chain, ministro do Desenvolvimento Urbano da cidade.

Atualmente existem 12 estações de bicicletas a rede de ciclovias de Buenos Aires tem 65 quilômetros, mas o ministro contou que até o fim do ano a expectativa é de que esse número aumente para 100 km. O projeto apresenta as ciclovias em ruas menos movimentadas e não em grandes avenidas, por questão de segurança.

Além disso, as ciclovias são separadas fisicamente dos carros. “Os automóveis a princípio repudiam a ideia de dividir o espaço com as bicicletas. Depois a população vai tendo consciência da importância de uma convivência pacífica e não da imposição do automóvel”, justifica Chain.

O ministro ressaltou que um dos motivos mais importantes de 76% da população aprovar a iniciativa de ter a bicicleta como forma de transporte é o apoio do setor privado. “As empresas criaram vagas nos estacionamentos para os funcionários deixarem as bicicletas” e isso incentiva a população a deixar o carro em casa.

Em Paris ciclistas dividem espaço com ônibus – Durante dez anos de política para incentivar a melhoria do tráfego na cidade de Paris, capital França, mais de 700 quilômetros de pistas para bicicletas foram criados. A prefeita Anne Hidalgo contou que no início, as ciclovias eram segregadas dos veículos porque “não teria como a bicicleta tomar o poder” que foi dado aos carros durante décadas.

Vinte mil bicicletas foram disponibilizadas para aluguel logo no início do projeto e a aceitação da população foi boa, segundo Anne. “Tinha gente que mal se equilibrava e usava a bicicleta”. Depois que as pessoas entenderam a importância desse meio de transporte, o sistema cicloviário pode ser ampliado.

A prefeita explicou que algumas faixas de ônibus da cidade foram ampliadas para que o compartilhamento com as bicicletas fosse possível. “Agora as faixas têm 4,20 metros de largura então o ciclista pode usá-la sem que haja problema de segurança.”

Fonte: Portal iG - Fernanda Simas em 03.06.11